13 de out de 2010

Respeitável público, gravidez não é doença

Um casal, uma sementinha que foi plantada e renderá frutos. Papo furado!

Gerar um filho está longe dessa visão romântica da cegonha que traz um bebê. Obviamente é um momento mágico, inexplicável e único, mas de glamoroso não tem nada. Alices do maravilhoso mundo encantado vamos aos fatos:

Para o mercado de trabalho a grávida é uma mulher doente e incapaz. Sim, ninguém a contrata para um novo emprego e as já empregadas virarão um custo para a empresa de 6 meses remunerados sem trabalhar. Mesmo aquelas mega especializadas correm um grande risco. Balela!

Na verdade a mulher grávida está plena, com seus hormônios em ebulição e adquire uma paciência de jó.Va conciliar mais de 20 funções ao mesmo tempo com eficiência e vai dar conta de todas elas. Poderá ganhar umas olheiras a mais, mas nada que o duo corretivo e  blush não resolvam.  No mais, voltar de licença é como estar prestes a sair ou retornar de férias, provisoriamente você ficará num ritmo diferente, mas logo logo estará tinindo.

Para a família você é de louça. Não pode isso, não pode aquilo e você só vai engordando porque você precisa comer por dois, descansar e falar de filhos.  Coisa de família mesmo...

Mas pessoal, gravidez é disposição. Vitaminas, caminhadas, hidroginásticas e mais um zilhão de atividades liberadas para grávida. Inclusive sexo selvagem. Sim! As grávidas têm vida sexual! E a não ser que a gravidez exija algum cuidado por fatores individuais, gerar um filho faz com que você seja mais forte e mais prática.

Para a sociedade você não tem vida social. Se não pode beber, usar salto e dançar até o chão, sua vida social é ignorada e se concentra em feiras de bebês e gestantes ou eventos familiares.

A grávida, na verdade é auto motivada e enquanto todos estão pregados porque encheram a cara, você está sóbria e disposta a ficar até o final da festa. Quanto aos saltos,  auto estima de põe linda até de chinelo. No caso de dançar até o chão, nem sei se pega bem uma mãe fazer chão chão chão. Aliás, incorporar a  Gobeleza de barrigão nem é muito estético, né?

Para seu marido você vai embarangar. Vai engordar 9, 10, 15, 20, 30 kilos e depois será difícil mesmo voltar ao 38. Suas roupas não vão caber e você estará focada em pequenino que mama de 3/3 horas.

Vamos às metas: dê 1 ano com disciplina que tudo dá certo. Só embaranga quem se esquece de se enxergar como mulher e acha que agora o mundo gira em torno do bebê. Recebeu alta? Vá varrer a casa, caminhar com o bebê, comer comida saudável e ficar gata novamente. E se você escolheu o marido direitinho, vai ficar surpresa em como eles ficam mais apaixonados na mesma proporção que seu barrigão vai crescendo. É mágico.

No fim das contas, tudo isso passa muito rápido porque um filho é a única situação na vida em que os maiores problemas ficam pequeninos com uma pessoinha em casa à sua espera com um sorriso. Vale à pena e não é tão difícil assim. As pessoas que complicam.

Ter um filho é a maior tiração de onda!

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