27 de jul de 2007

.:. Inchaço psicológico crônico .:.

Essa semana vou marcar uma consulta no oftalmologista e no otorrino. Descobri que ver e ouvir cansa. A mente e a alma vão adoecendo o corpo e me fazem sofrer de Inchaço psicológico crônico. Acabei de inventar essa doença que vai se agravando com o passar dos anos. Fico literalmente cansada, não no seu significado popular da palavra que remete à “saco cheio”, mas, estafada mesmo como diriam os mais velhos. Tudo isso porque basta uma volta no quarteirão para meus conceitos de vida darem um nó. Sair na noitada então... é piripaque na certa.

Às vezes, quando fico muito confusa com as informações atravessadas que a vida me mostra, costumo repetir a expressão de uma amiga: ”Meu Deus!Vou ficar com síndrome do pânico desse jeito!”. Uma piadista essa minha amiga Gabriela. Mas brincando ela tem razão. Esse mundo louco acaba adoecendo a gente.

Eu vivo com medo. Não!Não é de assalto não!Tô começando a acreditar que esse é, dos males, o menor.Vivo atenta ao comportamento das pessoas e suas conseqüências. Outro dia estava sorridente, alegre, comunicativa e por causa disso fui chamada à atenção. Assimilei a informação e procurei ficar mais na minha, menos espetaculosa, apenas quieta. Perguntaram-me se eu estava triste. As pessoas não sabem o que achar, pensar e pior, não pensam antes de dizer. Saem distribuindo seus achismos como se fosse uma verdade universal e a gente tem que se encaixar. O padrão é individual. Isso é possível ou é paradoxo?

Têm ainda esses momentos pára-raios de maluco. Encontrei uma conhecida que parecia esperar ansiosamente que eu perguntasse se estava tudo bem para dizer um ressonante “mais ou menos” com pinta de mais pra mal que pra menos; ela começou a verborragia do seu desengano com os homens dizendo que não arrumava homem que prestasse. Passei os próximos 30 minutos germinando um ódio mortal e generalizado pelo sexo masculino e isso estava me fazendo mal. Mandei um “Amiga, me deixe ir ao banheiro. Já volto” e quando retornei o papo já tinha enveredado para o carinha que ela tava ficando e que, segundo ela, era um fofo. Em menos de 5 minutos ela passou da raiva ao amor pelos homens. E eu, absorvi apenas a raiva.

Numa outra circunstância um amigo dizia que queria sair da “pista”, o que significa arrumar uma boa menina para namorar e sossegar. Achei lindo! Ele havia conseguido recuperar a minha fé na existência de um “bom menino”. Depois, argumentou: “ Lú, gasta-se muito em noitada!”. Um balde de água fria na minha pouca fé. Dizia que estava difícil arrumar mulher maneira – “A mulherada tá demais! Agressiva!” - dizia ele indignado com as danadinhas. Por um momento pensei em apresentar a minha amiga confusa acima, mas deixei a vida agir, afinal, eles que são loucos que se entendam.


Mas, é assim todo dia. Meus ouvidos e olhos se cansam de conflitar com meus pensamentos. Não sei o que as pessoas querem mais. Elas querem e depois não desistem com uma facilidade sem tamanho. Não fazem o que falam com uma convicção ferrenha de que estão certíssimos. E assim vou seguindo no meu Inchaço psicológico crônico; procurando um buraco para enfiar a cabeça para olhar somente o escuro porque, sinceramente, nem para o espelho ultimamente não está dando.

.:. Inchaço psicológico crônico .:.

Essa semana vou marcar uma consulta no oftalmologista e no otorrino. Descobri que ver e ouvir cansa. A mente e a alma vão adoecendo o corpo e me fazem sofrer de Inchaço psicológico crônico. Acabei de inventar essa doença que vai se agravando com o passar dos anos. Fico literalmente cansada, não no seu significado popular da palavra que remete à “saco cheio”, mas, estafada mesmo como diriam os mais velhos. Tudo isso porque basta uma volta no quarteirão para meus conceitos de vida darem um nó. Sair na noitada então... é piripaque na certa.

Às vezes, quando fico muito confusa com as informações atravessadas que a vida me mostra, costumo repetir a expressão de uma amiga: ”Meu Deus!Vou ficar com síndrome do pânico desse jeito!”. Uma piadista essa minha amiga Gabriela. Mas brincando ela tem razão. Esse mundo louco acaba adoecendo a gente.

Eu vivo com medo. Não!Não é de assalto não!Tô começando a acreditar que esse é, dos males, o menor.Vivo atenta ao comportamento das pessoas e suas conseqüências. Outro dia estava sorridente, alegre, comunicativa e por causa disso fui chamada à atenção. Assimilei a informação e procurei ficar mais na minha, menos espetaculosa, apenas quieta. Perguntaram-me se eu estava triste. As pessoas não sabem o que achar, pensar e pior, não pensam antes de dizer. Saem distribuindo seus achismos como se fosse uma verdade universal e a gente tem que se encaixar. O padrão é individual. Isso é possível ou é paradoxo?

Têm ainda esses momentos pára-raios de maluco. Encontrei uma conhecida que parecia esperar ansiosamente que eu perguntasse se estava tudo bem para dizer um ressonante “mais ou menos” com pinta de mais pra mal que pra menos; ela começou a verborragia do seu desengano com os homens dizendo que não arrumava homem que prestasse. Passei os próximos 30 minutos germinando um ódio mortal e generalizado pelo sexo masculino e isso estava me fazendo mal. Mandei um “Amiga, me deixe ir ao banheiro. Já volto” e quando retornei o papo já tinha enveredado para o carinha que ela tava ficando e que, segundo ela, era um fofo. Em menos de 5 minutos ela passou da raiva ao amor pelos homens. E eu, absorvi apenas a raiva.

Numa outra circunstância um amigo dizia que queria sair da “pista”, o que significa arrumar uma boa menina para namorar e sossegar. Achei lindo! Ele havia conseguido recuperar a minha fé na existência de um “bom menino”. Depois, argumentou: “ Lú, gasta-se muito em noitada!”. Um balde de água fria na minha pouca fé. Dizia que estava difícil arrumar mulher maneira – “A mulherada tá demais! Agressiva!” - dizia ele indignado com as danadinhas. Por um momento pensei em apresentar a minha amiga confusa acima, mas deixei a vida agir, afinal, eles que são loucos que se entendam.


Mas, é assim todo dia. Meus ouvidos e olhos se cansam de conflitar com meus pensamentos. Não sei o que as pessoas querem mais. Elas querem e depois não desistem com uma facilidade sem tamanho. Não fazem o que falam com uma convicção ferrenha de que estão certíssimos. E assim vou seguindo no meu Inchaço psicológico crônico; procurando um buraco para enfiar a cabeça para olhar somente o escuro porque, sinceramente, nem para o espelho ultimamente não está dando.

24 de jul de 2007

.:. Cadê meu nariz de palhaço? .:.

Um programa de TV lançou um quadro grotesco – não diferente do resto do programa - onde utensílios são jogados em um liquidificador na brilhante intenção de testar se o eletrodoméstico vai conseguir picar ou não o objeto. O que me chamou a atenção foi que uma das “cobaias” era um modelo de aparelho celular que não custa tão barato assim e que foi totalmente destruído nessa brincadeira.

Fiquei pensando em como a tecnologia realmente fica ultrapassada em tão pouco tempo e, por isso, os aparelhos celulares parecem tão obsoletos. Há um tempo, telefones móveis eram artigos de luxo e só invejáveis empresários tinham chiquérrimos “Star Taks”; hoje em dia, são literalmente triturados sem dó nem piedade já que a reposição é quase imediata.

O barateamento dos aparelhos em virtude dessa dinamicidade decorrente da evolução tecnológica me assusta na mesma proporção em que me alegra pelo progresso que ela produz. A acessibilidade aos telefones móveis nos oferece mais uma alternativa de comunicação; não ficamos necessariamente presos ao telefone fixo e à hegemonia das operadoras que oferecem esses serviços.

Não satisfeitas, as concessionárias estão em cima do prazo para a mudança do tradicional modo de cobrança por pulso, para o plano de minutos na telefonia fixa. E mais uma vez o consumidor terá que se virar para se adequar ao novo sistema. Dizem por aí que assim não terá mais assinatura, porém, se o consumidor não conhecer seu perfil de consumo antes de escolher qual plano mudar, ele será encaixado automaticamente em um básico equivalente a Deus sabe quanto. Bom, sendo irônica, poderia ser isso um tipo de assinatura?

Aquele quadro do programa de TV, mesmo na sua forma bizarra, me abriu os olhos para meu lindo aparelho celular e a segurança do cartão pré – pago ou das contas com controle de uso. Alivia-me saber que tenho as rédeas de pagar sobre o quanto falo, mesmo que minhas rédeas sejam longas. E provavelmente, o dono daquele celular triturado vai chorar um bocado se com ele no liquidificador, se foi também o chip, ou seja, a sua linha e todos os seus dados. Do contrário, tudo bem, hoje em dia as operadoras estão até dando aparelhos e arranjar outro é mole. Bizarrice triturar um celular? Grotesco é pagar pelo que não usou. Durma com um barulho desses!

.:. Cadê meu nariz de palhaço? .:.

Um programa de TV lançou um quadro grotesco – não diferente do resto do programa - onde utensílios são jogados em um liquidificador na brilhante intenção de testar se o eletrodoméstico vai conseguir picar ou não o objeto. O que me chamou a atenção foi que uma das “cobaias” era um modelo de aparelho celular que não custa tão barato assim e que foi totalmente destruído nessa brincadeira.

Fiquei pensando em como a tecnologia realmente fica ultrapassada em tão pouco tempo e, por isso, os aparelhos celulares parecem tão obsoletos. Há um tempo, telefones móveis eram artigos de luxo e só invejáveis empresários tinham chiquérrimos “Star Taks”; hoje em dia, são literalmente triturados sem dó nem piedade já que a reposição é quase imediata.

O barateamento dos aparelhos em virtude dessa dinamicidade decorrente da evolução tecnológica me assusta na mesma proporção em que me alegra pelo progresso que ela produz. A acessibilidade aos telefones móveis nos oferece mais uma alternativa de comunicação; não ficamos necessariamente presos ao telefone fixo e à hegemonia das operadoras que oferecem esses serviços.

Não satisfeitas, as concessionárias estão em cima do prazo para a mudança do tradicional modo de cobrança por pulso, para o plano de minutos na telefonia fixa. E mais uma vez o consumidor terá que se virar para se adequar ao novo sistema. Dizem por aí que assim não terá mais assinatura, porém, se o consumidor não conhecer seu perfil de consumo antes de escolher qual plano mudar, ele será encaixado automaticamente em um básico equivalente a Deus sabe quanto. Bom, sendo irônica, poderia ser isso um tipo de assinatura?

Aquele quadro do programa de TV, mesmo na sua forma bizarra, me abriu os olhos para meu lindo aparelho celular e a segurança do cartão pré – pago ou das contas com controle de uso. Alivia-me saber que tenho as rédeas de pagar sobre o quanto falo, mesmo que minhas rédeas sejam longas. E provavelmente, o dono daquele celular triturado vai chorar um bocado se com ele no liquidificador, se foi também o chip, ou seja, a sua linha e todos os seus dados. Do contrário, tudo bem, hoje em dia as operadoras estão até dando aparelhos e arranjar outro é mole. Bizarrice triturar um celular? Grotesco é pagar pelo que não usou. Durma com um barulho desses!